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Jornalista GRADUADA embora isso não faça diferença para alguns. Simplesmente apaixonada pela minha família e meu namorado. Aprendi a valorizá-los ainda mais quando me vi distante fisicamente. Um universo de sentimentos, complicações, qualidades e defeitos como qualquer ser-humano. Muito prazer!!!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O apito como mais um adversário

Como se já não bastasse a dificuldade de enfrentar um time que atua bem no campeonato brasileiro, na casa deles e sob o julgo dos comentários tendenciosos da imprensa que sempre favorecem times do eixo Rio/São Paulo, o Cruzeiro teve que administrar também no jogo contra o Botafogo no Engenhão a vontade da arbitragem. No duelo emocionante entre os dois times que figuram na ponta da tabela de classificação, o árbitro Heber Roberto Lopes anulou mal um gol da equipe celeste e validou um penalti em favor do Fogão que não existiu (o que ocasionou o empate do time alvinegro quando o Cruzeiro ganhava por 2 a 1).

O Botafogo abriu o placar com gol de Alessandro depois de lindo passe de Maicossuel. Até o momento, o time alvinegro não jogava bem e o Cruzeiro parecia não sentir o peso de jogar na casa do adversário. O técnico cruzeirense Cuca surpreendeu os torcedores escalando logo de cara os armadores Montillo e Roger. No primeiro tempo, a ousadia do treinador parecia não surtir efeito. Montillo tentava chegar ao gol alvinegro sozinho enquanto Roger se sentia perdido na marcação. O lateral-direito Jhonatan encontrava dificuldade no cruzamento e o atacante Thiago Ribeiro jogava de forma omissa com muitos erros no passe. Em compensação, o volante Fabrício enchia mais uma vez os olhos da torcida com um show de desarmes e raça. E Fábio mostrava o porque de ser considerado o melhor goleiro do Brasil. Ainda no primeiro tempo, por causa de uma indisposição estomacal, o volante deixou o campo para a entrada de Fabinho. Com um primeiro tempo equilibrado, o Cruzeiro buscava o gol de empate por meio dos escanteios, todos perdidos em virtude dos jogadores altos do Botafogo que afastavam as tentativas do ataque celeste.

Já no segundo tempo, a conversa de Cuca com os jogadores do Cruzeiro no vestiário resultou em um time mais ofensivo com Roger se desviando da forte marcação e lançando boa jogada para Diego Renan que foi derrubado na área do adversário. O árbitro que até então desfavorecia o time celeste com a anulação de um gol legítimo (a bola não havia saído pela linha de fundo no lance de Diego Renan para Farias que cabeceou fazendo o primeiro gol da equipe celeste) e fazia vista grossa para faltas absurdas, estava perto do lance e validou o penalti para o Cruzeiro batido com perfeição pelo argentino Montillo. Por falar no "cavaleiro azul" - apelidinho que eu própria dei pelas comemorações pós-gol do jogador, em que ele simula uma cavalgada - como joga esse baixinho!!! É simplesmente o armador que o Cruzeiro buscava desde os tempos de Alex no imbatível Cruzeiro de 2003. A melhor contratação celeste dos últimos tempos, sem dúvida. Com ele, acredito enfim nos títulos que o Cruzeiro perdeu para si próprio na era Adilson Batista. Foi ele também que fez uma jogada individual perfeita onde saiu da marcação de 3 ou 4 jogadores e finalizou com o golaço de empate da equipe celeste. Eis que o apito surgiu mais uma vez como segundo adversário do time mineiro. Em uma falta de fora da área que SÓ o juiz entendeu como penalti, Loco Abreu empatou - sem cavadinha - para o Botafogo. Fábio se lamentou por isso, pois caiu no lado em que vinha a bola e quase fez outro de seus milagres.

O favorecimento da arbitragem aos times cariocas e paulistas é descarado. Grandões do futebol como o próprio Cruzeiro, Internacional, Grêmio e outros, tem um trabalho a mais ao entrar em campo: se desvencilhar do estresse ocasionado por vontade explícita dos detentores da decisão no apito. Os times em questão, pelo seu histórico e torcida, assim como todos os outros, merecem o mesmo respeito que os do eixo Rio-São Paulo e isso deve ser cobrado sim de alguma forma. Os representantes da administração cruzeirense vão entrar na CBF ainda nesta semana com um protesto acerca dos erros de arbitragem que sempre prejudicaram e prejudicam o time. Cabe aos torcedores cobrarem da mídia, que é formadora de opinião, o devido tratamento ao seu time de coração. Afinal, no Brasil, quando Flamengo ou Corinthians estão em campo, é melhor deixar a TV sem som. Os comentários dos narradores das partidas sempre irão privilegiar os times que tem as maiores torcidas e essa história vai continuar se repetindo, sem expectativa de mundança pro final.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O "menino" da vila

A base do Santos criou jogadores que vem encantado o Brasil desde o início desta temporada. Os principais nomes: Ganso e Neymar. Eu, como outros tantos brasileiros, não posso negar a qualidade técnica dos dois jogadores. Mas ao meu ver, Neymar ainda está muito crú para o futebol profissional. As últimas polêmicas envolvendo o nome do jogador são provas disso: Aplicar chapéu no adversário em campo mesmo com bola parada, entrevistas consistidas de termos em que ele tenta se impor como peça principal do time paulista e a birra do jogo contra o Atlético Goianiense que pra mim foi o cúmulo da arrogância. Em detrimento de um retrospecto horroroso em cobrança de pênaltis do prodígio do futebol, o técnico santista Dorival Júnior acertou em ter pedido para que outro jogador cumprisse essa missão. Mas o "todo-poderoso" Neymar querendo dar uma de Romário (que era um mito do futebol pela história que construiu em COPA DO MUNDO), resolveu pensar que era dono do time e ignorou todas as orientações do técnico só porque ele se achava competente para a cobrança do tal penalti. Desde então, esse assunto tem sustentado os principais veículos de comunicação. A notícia repercutiu até nos territórios estrangeiros. Neymar de sucessor do Ronaldinho Gaúcho virou monstro e problemático na boca dos torcedores e críticos do esporte que é paixão brasileira. Há algum tempo venho cantado essa pedra nos meus comentários sobre o futebol nos programas de rádio e TV em que eu participo. Enquanto várias pessoas exigiam Neymar na seleção de Dunga via twitter, orkut e afins, na minha humilde opinião, o talento da Vila precisava amadurecer e se preparar para a copa de 2014 (afinal, quando esse momento chegar, a idade e a experiência em campo podem favorecer ainda mais esse garoto que nasceu com o dom de jogar futebol). Naquela ocasião, Dunga provavelmente teria um problema a mais para administrar: O excesso de preciosismo do "menino da vila" mais comentado nos últimos meses. Menino, em todos os sentidos que a palavra pode carregar. No literal, pela juventude e no figurativo, pela imaturidade, falta de responsabilidade e pela pirraça peculiar de uma criança. Sobre a estréia de Neymar na seleção de Mano Menezes, posso dizer que a atuação foi impecável. No entanto, há que se ressaltar a condição dos Estados Unidos enquanto seleção adversária. Um grupo que não possui nenhuma tradição no futebol. Gostaria de ver essa mesma atuação de Neymar contra Holanda, Inglaterra, Alemanha... E com certeza verei em 2014, quando os anos trouxerem a maturidade que o garoto tanto precisa.